O que se vê no local
As pedras estão agrupadas em dois recintos ligados: um mais antigo, de traçado aproximadamente circular, e outro mais tardio, maior, em elipse. O conjunto foi erguido, acrescentado e reorganizado ao longo de vários milénios do Neolítico, o que explica as diferenças de forma e de tamanho entre os monólitos.
Vários blocos têm gravuras pouco profundas, difíceis de ver com luz forte. Reconhecem-se covinhas, círculos, linhas onduladas e formas em báculo. A luz rasante do início da manhã ou do fim da tarde torna-as muito mais legíveis do que ao meio-dia.
Como chegar
O sítio fica junto à aldeia de Nossa Senhora de Guadalupe, a cerca de 15 km a oeste de Évora, saindo pela estrada de Montemor e virando em direção a Guadalupe. Os últimos quilómetros são de terra batida entre sobreiros e azinheiras, transitáveis por carro normal com tempo seco, com piso irregular.
O recinto está em campo aberto, sem bilheteira nem horário. Não há café nem casas de banho no local, e a sombra resume-se às árvores em redor. Leve água.
A cerca de 1,4 km fica o Menir dos Almendres, uma pedra isolada com perto de quatro metros e meio, a que se chega por um caminho a pé a partir do mesmo acesso. Vale a pena juntar os dois.
Como olhar para o conjunto
A leitura mais aceite liga a orientação dos recintos ao percurso do sol, sobretudo ao nascente em momentos marcados do ano, como os equinócios. Isso não faz do sítio um observatório no sentido moderno: trata-se de um espaço de reunião cuja organização acompanha um calendário agrícola e ritual.
Aqui não houve enterramentos. É essa a diferença essencial entre um cromeleque e a câmara funerária que se encontra, por exemplo, no Zambujeiro.