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Antas de Portugal

Alentejo · Évora

Antas e megálitos de Portugal

Portugal tem uma das maiores concentrações de monumentos megalíticos da Europa. A maior parte está no Alentejo, num raio de poucas dezenas de quilómetros à volta de Évora. Este caderno explica o que são, onde ficam e o que vale a pena ver.

Três tipos de monumento

Quase tudo o que se vê no campo alentejano pertence a uma de três famílias. Saber distingui-las muda a forma como se olha para a paisagem, porque cada uma tinha uma função diferente.

Anta

Câmara funerária feita de lajes verticais cobertas por uma laje de topo. Servia para enterramentos coletivos e estava originalmente escondida debaixo de um monte de terra e pedra, a mamoa. O que é uma anta, em pormenor.

Cromeleque

Conjunto de pedras erguidas em círculo, elipse ou, mais raramente, quadrado. Não guardava mortos. A orientação de vários recintos acompanha o nascer do sol em certas épocas do ano, o que aponta para um lugar de reunião ligado ao calendário.

Menir

Pedra única fincada na vertical, por vezes com gravuras. Aparece isolada, em pequenos alinhamentos ou perto de um cromeleque.

No mesmo território conserva-se outro vestígio da pré-história, a arte rupestre, pintada ou gravada na própria rocha.

Por onde começar

Se só houver tempo para um sítio, o Cromeleque dos Almendres é a escolha óbvia: é o maior conjunto do género na Península Ibérica, fica a cerca de 15 km de Évora, em campo aberto e sem bilheteira.

Para ver uma câmara funerária de grandes dimensões, junte a Anta Grande do Zambujeiro, também nos arredores de Évora. Para perceber a escala das pedras isoladas, a página sobre menires reúne os exemplares mais altos do país.

A palavra anta tem outros significados em português, incluindo o animal sul-americano. Em arqueologia refere-se sempre ao monumento funerário.

Quando visitar

O Alentejo é quente e sem sombra no verão, e os monumentos estão quase todos em campo aberto. A primeira hora da manhã e o fim da tarde são mais confortáveis e dão luz rasante sobre a pedra, a única que deixa ler as gravuras. No inverno os caminhos de terra ficam moles depois da chuva, o que complica o acesso de carro a alguns sítios.

Praticamente todos estes locais estão em propriedade agrícola ou junto a ela. Feche as cancelas que abrir, não suba às pedras e mantenha distância do gado.